A Reality Cigars confia amplamente em uma regulamentação séria sobre o mercado de tabaco, que reflita transparentemente sobre todos os seus riscos e causas. E respeita impreterivelmente todos os aspectos que estão em vigência sobre o tema, em todos os seus aspectos.

As aplicações restritivas nesse mercado crescem cada vez mais, isso pode ser observado na proibição de quaisquer publicidades comerciais diretas nos meios de comunicação, a obrigatoriedade de advertência nas embalagens, bem como limitações na comercialização, controles esses feitos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Tendo ciência da importância destes fatos, a Reality Cigars também acredita que os seus consumidores conhecedores desses riscos e sendo responsáveis por seus atos, possam ter livre escolha em consumir seus produtos, fazendo a escolha de optar por produtos originais, regularizados e comercializados dentro dos parâmetros legais da constituição.

A empresa também salienta que está sempre acompanhando os novos projetos de lei que visam melhorar esse mercado e deixa-lo mais seguro como o Decreto nº 9.517 (01/10/2018) – Que institui um comitê para implementação do protocolo para eliminar o comércio ilícito de produtos de tabaco.

O tabaco é originário da região dos Andes na América do Sul, e foi se espalhando por toda a América pelos primeiros nativos da região, também conhecidos como ameríndios. As folhas de tabaco sempre tiveram uma grande importância para os povos antigos por conta de sua vasta funcionalidade. Elas serviam tanto para fins religiosos, medicinais e também por prazer, e eram utilizadas em várias formas conforme pedia a função que fosse usada.

Com o começo das expedições dos europeus para as Américas, o tabaco foi um dos maiores fascínios dos invasores sobre o que havia no ‘’novo mundo” e foi Cristovão Colombo o responsável por levar a descoberta para a Europa, e deu o nome de Tabaco para aquelas folhas. E lá se tornou extremamente famoso, a ponto de se tornar tão valorizado que virou moeda de troca entre povos que faziam negócios entre si.

A Espanha foi o principal país europeu a usar o tabaco, já que possuíam várias colônias nas Américas Central e do Sul, e Cuba era a principal delas por ter suas terras mais propicias ao cultivo de tabaco, pelo clima o solo, e a tradição de enrolar charuto com qualidade superior. Ainda mais quando a tradição de fumar charutos se espalhou por França e Inglaterra, e, para controlar melhor esse novo mercado que surgiu, intensificou o controle na região.

No final do século 19, Cuba passou por um período de turbulência que acabou resultando na sua independência da Espanha. Por conta desse momento, algumas famílias de torcedores de charutos resolveram sair do país rumo a outros da região da América central como a Guatemala e a República Dominica, que hoje em dia, juntamente com Cuba são os maiores fabricadores de charutos para todo o mundo, com grande parte de sua economia dependendo desse mercado.

O tabaco era utilizado no Brasil muito antes da chegada dos europeus pelos índios nativos que aqui habitavam, com o início do processo de colonização os portugueses que aqui chegavam também passaram a fazer o cultivo da folha, para consumo pessoal, mas também para comercialização.

No começo, o cultivo foi feito especialmente na região nordeste, mais especificamente nos estados da Bahia e de Pernambuco. No final do século 17, a fim de investir mais no mercado que já começa a se mostrar próspero, o governo colonial vigente instituiu o monopólio estatal do comercio de tabaco. Já a partir do começo do século 19, o cultivo realmente tomou proporções nacionais se expandindo para mais ao sul, principalmente em Minas Gerais e em Santa Catarina.

Na região Sul do país o cultivo era feito por imigrantes alemães que se beneficiaram muito com o crescimento causado pela chegada da British American Tobacco maior fabricante de tabaco do mundo, que chegou em 1918 e alavancou muito a produção de charutos na região.

Um pouco mais a frente, o embargo comercial dos Estados Unidos sobre Cuba, pelo presidente John F. Kennedy fez que o país da América Central não pudesse mais exportar seus charutos para o mercado americano, que era até então o seu maior comprador. Isso abriu as portas para que o mercado de comercialização brasileiro conseguisse aumentar e junto com outros países da região suprissem essa demanda.

(A)
• Anilha:
Também chamada de anel, é uma cinta de papel colocada ao redor da cabeça do charuto. Reza a lenda que Catarina, a Grande, ou nobres espanhóis inventaram as anilhas para impedir que as luvas brancas da época se manchassem. Outros atribuem essa invenção a Gustave Bock, um gênio holandês da publicidade e do merchandising que afirmava que a anilha ajudava a manter no lugar a capa do charuto. As anilhas freqüentemente trazem impressa o nome da marca, o país de origem e/ou a indicação de que o charuto é feito a mão. Em tempo: desde que a folha de capa do charuto não se rasgue, é indiferente deixar a anilha enquanto se fuma ou retirá-la.

(B)
Blend:
Mistura dos diferentes fumos de um charuto, abrangendo até quatro folhas de bucha. Produzir blends é uma arte, e os profissionais do ramo são responsáveis por manter ano após ano o sabor característico de uma marca.
Bloom:
Termo em inglês que significa “floração”. No caso dos charutos, designa um fenômeno natural que ocorre no processo de envelhecimento dos charutos. Também chamado plume (“penugem”), é causado pelos óleos exsudados durante os estágios finais da fermentação. Aparece como pó fino e branco que pode ser varrido. Não deve ser confundido com o mofo de charuto, que tem cor azulada e mancha a capa.
Bouquet:
O cheiro de um charuto de boa qualidade. Charutos mal armazenados perdem o bouquet.
Bucha:
Também chamada de miolo, enchimento e tripa. Mistura de fumos que compõe a parte interna do charuto. Um bom charuto costuma conter entre dois e quatro tipos diferentes de folha de bucha.
Bucha longa:
Em inglês, long filler: Termo usado para designar buchas que se estendem pelo comprimento do charuto. Charutos feitos a máquina frequentemente usam bucha picada.
Bull’s eye piercer:
Dispositivo para abrir a cabeça fechada de um charuto antes de fumá-lo. Esse furador cria uma abertura circular como a de um centro de alvo (em inglês, bull’s eye).
Bunch:
Mistura de fumos de bucha que são combinados e unidos pelo capote para formar o corpo do charuto.
Burros:
As pilhas em que o fumo de charuto sofre a segunda fermentação. Têm cerca de 1,8 metro e são cuidadosamente monitoradas.

(C)
Cabeça:
Pedaço circular de folha de capa colocado numa extremidade fechada do charuto, aquela que precisamos cortar antes de fumar. A cabeça serve para evitar que a capa se desenrole. Os bons cortes deixam intacta parte da cabeça.
Calibre:
Medida do diâmetro de um charuto, baseada em frações (1/64) de polegada. Um calibre 42, por exemplo, corresponde a 42/64 polegada.
Candela:
Designa um tom de capa que é verde brilhante, obtido graças a um processo de secagem a fogo de lenha ou, menos frequentemente, de vela, o que fixa a clorofila das folhas de capa antes da fermentação. Também conhecido como double claro.
Capa:
Folha de fumo única, de alta qualidade, que envolve o charuto e o dá seu acabamento final. É muito elástica e, idealmente, não tem jaças.
Capote ou sub-capa:
Folha de tabaco natural ou homogeneizada que dá sustentação ao miolo.
Cedro:
A madeira que é usada para fazer a maioria das caixas e dos umidificadores de charuto.
Chaveta:
Termo em espanhol. Instrumento usado pelos torcedores nas fábricas de charuto para cortar folhas de capa.
Cigarillos:
Pequenos charutos de 3 polegadas que são muito populares na Europa. Em geral feitos a máquina. Muitas marcas usam capa e capote homogenizados.
Claro:
Tom de capa entre o verde claro e o marrom claro.
Colorado:
Tem de capa entre o marrom médio e o vermelho amarronzado.
Connecticut broadleaf:
Folha de capa escura frequentemente usada em charutos do tipo maduro. Cultivada no vale do Connecticut (EUA).
Connecticut shade:
Folha de capa lisa, elástica e marrom usada em charutos de primeira qualidade. Cultivada no vale do Connecticut (EUA). Como denota o termo “shade” (sombra), essa folha é cultivada sob cobertas de talagarça chamadas tapados (termo espanhol). A luz solar assim filtrada cria uma folha mais fina e mais elástica.
Corojos:
Plantas de fumo que são escolhidas para folhas de capa e cultivadas sob cobertas de gaze.
Corpo:
A extensão entre a ponta e a cabeça.
Corte em cunha ou V:
Corte em forma de V que é feito na ponta fechada de um charuto.
Cuban seed:
Termo em inglês que significa “sementes de cubanas”. Em geral, designa fumo cultivado fora de Cuba, porém com sementes daquela ilha.

(D)
De sol:
Fumo cultivado diretamente ao sol, o que cria uma folha mais espessa, com veios mais grossos.
Divino:
segundo terço do charuto, onde o aroma é rico, constante e a temperatura mais elevada.
Double claro:
O mesmo que candela.

(E)
Escaparates:
Arcas resfriatórias onde os charutos são conservados na fábrica durantes algumas semanas após terem sido torcidos.

(F)
Feno:
Primeiro terço do charuto, onde há grande concentração de gosto e explosão de aromas.
Fermentação:
Tal como os vinhos finos, os bons fumos de charuto são produto da fermentação e continuam a passar por estágios adicionais de fermentação à medida que envelhecem. Após a colheita, trabalhadores amontoam as folhas de fumo em grandes pilhas (os pilones) e os umedecem para promover a primeira fermentação. As temperaturas no interior de um burro podem chegar a 60º C.

(G)
Goma:
Adesivo vegetal sem sabor que é usado para selar a folha de capa.

(H)
Habano:
Designação que, quando inscrita na anilha, indica que o charuto foi feito em Cuba. (Observação: nem todos os charutos cubanos trazem a indicação Habano ou La Habana).
Habanos SA:
A companhia estatal cubana que distribui havanos em nível internacional. Antiga Cubatabaco.
Havana:
1. Os charutos cubanos são freqüentemente denominados havanas (ou havanos), pois Havana, capital de Cuba, é tradicional centro manufatureiro de charutos para exportação.
2. A palavra havana também é usada para descrever tipos de fumo cultivados com sementes cubanas em lugares como, por exemplo, a República Dominicana, Honduras e Nicarágua.
Higrômetro:
Dispositivo que indica a umidade do ar. Usado para monitorar as condições no interior de umidificadores.
Homogenizado, capote:
Capote feito de folha de fumo picado e celulose. Facilita a produção a máquina e pode facilitar a queima de certos produtos.

(I)
Inalar:
O que não se faz com a fumaça do charuto.

(L)
Ligeiro:
Tipo de folha que imprime força ao aroma do charuto.

(M)
Maduro:
Tom de capa que varia do marrom avermelhado muito escuro ao quase preto. A cor resulta de exposição mais demorada ao sol, de cozimento ou de fermentação mais longa. Não necessariamente um charuto escuro seja mais forte do que aquele com capa clara.
Miolo:
O mesmo que bucha.
Mofo azul:
Fungo potencialmente prejudicial que pode formar-se em charutos armazenados a temperaturas demasiado altas.

(O)
Óleo:
O óleo é a marca de um charuto bem umidificado. Até charutos envelhecidos por um bom tempo exsudam óleo a uma umidade de 70-75%, nível no qual devem ser armazenados.
Ombro:
Região do charuto na qual a cabeça encontra o corpo. Se cortado abaixo do ombro, o charuto começa a desenrolar.
Oscuro:
Tom de capa escuro, mais que o maduro. Na maioria das vezes, refere-se a capas brasileiras ou mexicanas.

(P)
Partidos:
Importante região de cultivo de fumo em Cuba.
Pé:
Extremidade do charuto a que se ascende para iniciar a combustão.
Petaca:
Caixa com 3 ou 5 unidades.
Pilones:
As pilhas em que o fumo de charuto sofre a primeira fermentação. Caso a temperatura no interior de um pilón fique alta demais (acima de aproximadamente 43ºC), ele é desfeito para facilitar a fermentação.
Planchas:
Antes da fermentação, as folhas de fumo são estendidas sobre planchas (tábuas).
Plug:
Obstrução que às vezes ocorre no fumo e pode impedir que se “puxe” adequadamente o charuto. Às vezes é possível atenuá-la massageando suavemente o charuto.
Ponta:
O mesmo que feno.
Purina:
Último terço do charuto, onde os aromas são mais suaves e frescos.
Purito:
Charuto pequeno, no tamanho dos cigarillos, mas que na maioria das vezes não é feito a máquina e sim a mão.
Puro:
1. Charuto, em espanhol. 2. Charuto com bucha, capote e capa de mesma origem.
Puxada:
A quantidade de ar que o fumante “puxa” pelo charuto aceso. Charutos bem feitos têm a puxada fácil, gerando a fumaça fria. Se a puxada for fácil demais, a fumaça será demasiado quente. Se o charuto estiver “entupido” e a puxada for ruim, o ato de fumar não será relaxante.

(Q)
Quente:
Termo usado para descrever charutos que não têm bucha suficiente e,por isso, oferecem puxada rápida e frouxa. Charutos “quentes” tendem a um sabor adstringente, em vez de suave.

(R)
Rugosidade:
A granulação característica das folhas de capa menos lisas, como, por exemplo, as de Camarões.

(S)
Seco:
Tipo de fumo de bucha que contribui freqüentemente para o aroma e costuma ter intensidade média. Folha que dá ao charuto sua “finesse”.

(T)
Tapado:
Coberta de talagarça sob a qual se cultivam folhas de capa.
Tercios:
Fardos cúbicos de 60 a 70 quilos, cobertos com pranchas de madeira extraída de palmeiras cubanas, nos quais o fumo fermentado é despachado para as fábricas.
Torcedor:
O especialista que torce (enrola) charutos nas fábricas.
Torcido a mão:
Todos os charutos feitos a mão são torcidos (enrolados) também manualmente. No entanto, alguns charutos “torcidos a mão” são feitos a máquina até o ponto em que a capa é aplicada manualmente.
Tripa:
O mesmo que bucha.
Tubos:
Para conservarem-se frescos, os charutos podem ser acondicionados em tubos especiais de madeira, metal ou vidro.

(U)
Umidor ou umidificador:
Câmara ou caixa projetada para manter a umidade e a temperatura adequadas à conservação e envelhecimento dos charutos. Ali, a umidade deverá manter-se ao redor de 70-75% e a temperatura, dos 18º-20ºC.

(V)
Vega:
Plantação de fumo.
Veio:
Parte estrutural das folhas. Veios proeminentes podem ser defeito em capas.
Vintage:
Termo em inglês que significa “safra”. Quando usado em referência a charutos, indica o ano em que se colheu o fumo, e não o ano em que se fez o charuto.
Viso:
Folha de capa lustrosa que é cultivada à sombra.
Volado:
Tipo de fumo de bucha que é adicionado em razão de suas propriedades combustíveis.
Vuelta Abajo:
O vale cubano que, segundo a opinião de muitos, produz o melhor fumo de charuto do mundo.


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